Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

As eleições da Madeira e o ratito da capital

alberto joão acaba de ganhar as regionais, e assim ver o seu poder absoluto estendido por mais uns quantos anos... Digo quantos, porque sinceramente o tempo continua a ser indefinido, pelo menos no que a alberto joão diz respeito.
A vitória não é uma vitória de um povo forte! Não é uma vitória da cultura! Não é uma vitória daquilo que um partido social democrata deve ser, pelo menos a julgar pelo nome do mesmo! A vitória é uma vitória do analfabetismo, do despesismo, da falta de carácter e de vergonha... E utilizando a expressão que alberto joão um dia usou: a vitória é "daqueles bastardos. E chamo-lhes bastardos para não os chamar filhos da p#$a".
alberto joão consegue o que quer, e consegue desde 1976~77, o que já é de mais. Se ninguém lhe disser que NÃO, então esse homem desprezível irá continuar a fazer o que quiser, e a gastar o que bem lhe apetecer...
E se já houve alguém que me desiludiu nessa matéria foi o nosso excelentíssimo primeiro-ministro, que elevou os interesses do partido aos do país e não soube dizer que não a um fundador do partido laranja só porque teve receio do que pudesse vir a acontecer. passos coelho acobardou-se, e por isso hoje escrevo o seu nome com letra minúscula... Pode dizer o que quiser sobre as culpas de antigos governantes e ter razão, mas perde toda a legitimidade de criticar alberto joão se não lhe soube dizer que não, mesmo sabendo toda a gente que as suas relações nunca foram as melhores! Numa altura que o país precisa de demonstrações de força por parte do governo da capital, é alberto joão que se mostra, como sempre...

Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

Estado de Sítio

O que se vive hoje no seio da cidade de Londres é uma calamidade. Tendo à minha disposição apenas os dados que chegam pela televisão portuguesa (sim, ainda não me informei completamente sobre o assunto), deparo-me com uma realidade que é alarmante: a maioria dos perturbadores da sociedade são miúdos com idades entre os 11 e os 18 anos. Sobre estes últimos, pode dizer-se que vêm chegar uma altura em que irão para o desemprego, e por isso querem destruir, para irem para as obras de remodelação no futuro. Mas sobre os primeiros, o que se pode dizer? Será que a educação dos seus paizinhos foi assim tão má? Qual é o pai que não repara que o seu filho não está em casa numa noite de violência a dois quarteirões do seu lar? Vá lá, até podemos atirar culpas para os cortes que o Estado fez, e que resultaram no encerramento de vários centros de acompanhamento de jovens, mas daí a chegar a este ponto? Numa coisa o primeiro-ministro inglês tem razão: se têm idade para andar a fazer o que andam a fazer, então também têm idade para sofrer as consequências. Mas numa coisa não teve razão que foi no fecho desses centros de jovens! Como é possível que numa altura em que os jovens ficam a engordar em frente ao computador e à televisão, enquanto mandam mensagens uns para os outros, em vez de andarem na rua na brincadeira e a conversar uns com os outros, se fechem esses centros? É como entregar o ouro ao bandido, e como já diziam os sábios: Quem semeia ventos, colhe tempestades. É certo que as medidas de austeridade são necessárias, e ainda que têm sido aplicadas em todos os países europeus, mas tem que se saber onde cortar, e nestes apoios sociais é o mais fácil, ao mesmo tempo que pode ser um tiro no pé... É preciso cortar, mas com responsabilidade!


Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Rescaldos de uma noite atribulada

Se na direita a palavra de ordem é negociação, na esquerda a palavra de ordem é desordem. O PCP conseguiu o objectivo de se manter com o mesmo número de deputados, mostrando que dentro do partido existe um equilíbrio, uma forma harmoniosa de lutar contra o capitalismo, um estilo que em muito deve agradar a quem se encontra na liderança. O PS vê-se a braços com uma situação de ausência de liderança, que já seria esperada por qualquer pessoa dentro do partido. A derrota era certa, e sem ser primeiro-ministro, Sócrates iria ser derrubado dentro do partido. Assim, sai de uma forma digna(?) e com aparente apoio do partido. Francisco Assis é candidato, mas o homem mais forte é António José Seguro que conta já com apoio de quase todos os líderes distritais. Seguro é visto como um sinal de ruptura com o socratismo, enquanto que Assis é um sinal de continuidade, no meu ponto de vista um pouco decadente. O maior destaque vai para o Bloco. Teve uma derrota que deve ser registada na curta história do partido, como um ponto propício a tomadas de decisões. Caso venha a acontecer o sucesso das políticas de direita no âmbito da economia do país (vamos lá ver), este pequeno partido corre o risco de desaparecer da Assembleia. Francisco Louçã tem a hipótese de lutar contra as vozes adversas, ou colocar o seu lugar à disposição dos seus companheiros (que já aparecem a criticá-lo). E o que escolheu? Escolheu o diálogo, mas o diálogo em que se recusa a afastar-se, mostrando uma sede de poder que pode apenas ser descrito como autoritarismo. Vamos ver como vai acabar esta novela, esperando que não se trate de uma revisão de Orwell.